“Em mais uma fria tarde de inverno percebo como a solidão me afeta. Sinto um vazio incalculável em meu peito e uma dor sem fim. Um buraco negro parece ocupar o lugar do meu coração. Isso dilacera tudo que funciona aqui dentro. Me sinto fraca. Fraca demais para seguir em frente. Falta-me tudo. A solidão tem sido muito cruel comigo. Em frias tardes de inverno, a solidão me faz sentir mais uma rejeitada. Mas há uma pergunta que não quer calar-se: por que que tanta crueldade ao meu ser? E todo esse aperto inestimável foi causado por você, ou melhor, pela sua falta. Mesmo depois te tanto tempo, penso em você toda hora, sem pausas. Você chegou, fez-me ama-lo fielmente e simplesmente se foi, assim como um leve vento invenal carrega as folhas secas caídas no chão. Enganou-me com falsas juras e promessas, repetindo todas as vezes aquele velho clichê “para sempre vou te amar”. Sempre foram clichês, somente eu não percebi. Todos quiseram me avisar, mas me fiz de surda diante a verdade. Não posso mentir, não é somente sua culpa. Seria mentira se eu dissesse que você foi o único culpado, pois fui tonta em ter acreditado em você. Devia ter me preocupado mais com seus gestos, que nunca demonstraram amor. Você não foi o único culpado. Tola fui eu de ter acreditado em cada palavra que você dizia. Tola fui eu te amei incondicionalmente sem procurar saber se tudo que me dissera era verdade. Não procurei a verdade. Culpo-me todos os dias por deixar-me ser enganada e por te amar da forma que o amo.